Sinais de demanda menor derrubam petróleo pelo 2º dia

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Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta sexta-feira, 21, apesar de o dia ter começado com uma recuperação ante as fortes perdas sofridas na véspera. A queda nas importações da commodity pela China, o segundo maior consumidor no mundo, e os grandes estoques e demanda baixa nos Estados Unidos derrubaram as cotações.

Os reflexos do recuo na atividade industrial da China e a notícia de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode começar a reduzir as compras de ativos neste ano continuaram a ter impacto sobre os negócios.

O contrato de petróleo mais negociado na Nymex, com entrega para agosto, perdeu US$ 1,45 (1,52%), fechando a US$ 93,69 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para agosto teve queda de US$ 1,24 (1,21%), encerrando a US$ 100,91.

Os investidores mantêm a preocupação com os planos do Fed de retirar os estímulos da economia, bem como com os sinais de recuo na indústria chinesa. Além disso, as importações de petróleo bruto da China recuaram 6% no mês de maio, em bases anuais, para 23,95 milhões de toneladas, o equivalente a 5,66 milhões de barris por dia. O dado divulgado mais cedo aumenta os receios em relação a uma possível redução na demanda por petróleo, justamente no país que representa uma parcela importante do consumo mundial.

A demanda também dá sinais de desaceleração nos Estados Unidos. Segundo o American Petroleum Institute (API, do setor privado), o uso de petróleo no país caiu 1,1% em 12 meses, para 18,5 milhões de barris por dia. O desempenho é o mais baixo para o mês de maio desde 2011. A demanda por gasolina no mês diminuiu 3,3%, registrando o nível mínimo para o mês nos últimos 13 anos. Enquanto isso, os estoques da commodity seguem no maior nível das últimas três décadas.

Em meio a um cenário de baixa demanda, os problemas geopolíticos na Síria têm sustentado os preços. Mesmo assim, o patamar de US$ 100 que parecia próximo no início da semana para as contratos de petróleo bruto deve se transformar em uma tendência de chegar aos US$ 90, de acordo com Andy Lebow, analista e corretor do Jefferies.

Gene McGillian, analista e corretor do Tradition Energy, afirma que o petróleo bruto pode chegar a patamares na casa dos US$ 80, com uma forte queda abaixo dos US$ 92 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires. 

BOL Notícias